“Ciclone bomba”: frente fria avança e promete temporais no Sul

“Ciclone bomba”: frente fria avança e promete temporais no Sul


A formação de uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical que pode evoluir para um “ciclone bomba” deve provocar temporais no Sul do país entre estas quinta-feira (7/5) e sexta-feira (8/5), com maior risco para áreas do oeste e do sul do Rio Grande do Sul.

O sistema avança pelo país até o dia 11 de maio e provoca temporais, rajadas intensas e queda de temperatura. De acordo com a Climatempo, a frente fria é do tipo continental, o que significa que os efeitos não ficam restritos ao litoral e avançam pelo interior do Brasil.

Segundo meteorologistas, o sistema será organizado por uma área de baixa pressão entre Argentina e Uruguai.

Confira a previsão

Os mapas meteorológicos indicam aumento da instabilidade sobre o Sul ao longo do dia, com áreas de chuva mais expressiva avançando pelo território gaúcho. A tendência é de formação de núcleos carregados, especialmente perto da fronteira com o Uruguai. Em algumas áreas, as pancadas podem ocorrer com intensidade moderada a forte.

O termo “ciclone bomba” é usado quando há queda muito rápida da pressão atmosférica em um intervalo de 24 horas, intensificando o sistema. Apesar do nome, meteorologistas ressaltam que o fenômeno é relativamente comum nas latitudes mais ao sul da América do Sul nesta época do ano.

Enquanto o Sul concentra as instabilidades, o Sudeste segue sob influência de uma massa de ar mais estável. Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais devem continuar com tempo firme e variação de nebulosidade. As temperaturas seguem elevadas durante a tarde, com máximas perto dos 30°C em áreas paulistas e fluminenses.

No litoral do Espírito Santo, porém, ainda há condição para chuva isolada ao longo do dia, favorecida pela circulação de umidade vinda do oceano. A previsão também aponta formação de nevoeiro em pontos do Sudeste nas primeiras horas da manhã.

No Centro-Oeste, o tempo permanece mais seco e estável, reforçando o padrão típico do outono. As manhãs continuam mais amenas, enquanto as tardes seguem quentes, especialmente em Mato Grosso e Goiás.

Já no Norte e em parte do Nordeste, a chuva continua frequente e mais volumosa. Áreas do Amazonas, do Maranhão, do Piauí e do Ceará seguem sob influência da Zona de Convergência Intertropical, que mantém corredores de umidade e favorece pancadas persistentes ao longo do dia.



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