A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Divisão de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraude (DCV/CORF), foi às ruas da capital Federal e de outras cidades do país nas primeiras horas desta quinta-feira (7/5) e deflagrou a “Operação Causa Ganha”. O objetivo da batida policial é combater uma organização criminosa especializada no chamado “golpe do falso advogado”.
São cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Seis deles no estado de São Paulo, nas cidades de Santos e São Vicente, enquanto os outros dois foram executados em Fortaleza, no Ceará.
Segundo as investigações, os criminosos utilizavam aplicativos de mensagens e se passavam por advogados ou representantes legais das vítimas. Com informações falsas sobre supostas liberações de valores judiciais, os suspeitos convenciam as vítimas a realizar transferências bancárias para “pagamento de taxas processuais” e custas inexistentes.
“As investigações apontaram que eles se passavam por advogados e representantes legais das vítimas e informavam falsamente a liberação de valores judiciais induzindo a realizarem essas transferências bancárias sob pretexto de pagamento de taxas”, completou o delegado Dário Freitas.
Fraudes investigadas
Nas diligências, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, aparelhos celulares, computadores e diversos dispositivos eletrônicos que eram utilizados nas fraudes investigadas.
As autoridades informaram, ainda, que os suspeitos possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo. Em São Vicente, um dos suspeitos foi preso durante as buscas por porte de drogas.
Além disso, a investigação identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, bem como o uso de contas bancárias de terceiros para ocultação e pulverização dos valores obtidos ilegalmente.
A operação contou com o apoio das polícias Civil de São Paulo (PCSP) e do Ceará (PCCE). Os investigados responderão pelos crimes de estelionato eletrônico, falsa identidade, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
De acordo com a PCDF, as investigações continuam com a análise do material apreendido. O objetivo é identificar outros integrantes da organização criminosa, além de possíveis novas vítimas do esquema.

