Nova legislação fortalece segurança jurídica para taxistas do Distrito Federal

Nova legislação fortalece segurança jurídica para taxistas do Distrito Federal


Uma demanda histórica dos taxistas do Distrito Federal finalmente ganhou respaldo legal. A governadora Celina Leão sancionou, nesta quarta-feira (6), a lei que regulamenta a transferência das outorgas de táxi no DF, autorizando que permissionários repassem o direito de exploração do serviço para familiares ou terceiros habilitados.

A medida beneficia mais de três mil profissionais que atuam no transporte individual de passageiros na capital. Até então, a falta de regulamentação impedia que as permissões fossem transferidas oficialmente em casos de aposentadoria ou falecimento, o que gerava insegurança para muitas famílias que dependiam da atividade.

Durante a cerimônia de sanção, Celina Leão destacou o alcance social da nova legislação e afirmou que o objetivo é garantir proteção às famílias dos taxistas. Segundo ela, muitos trabalhadores da categoria construíram toda a vida profissional em torno da permissão e do veículo utilizado no serviço. “Essa lei traz dignidade e segurança para famílias que dependem do táxi como única fonte de patrimônio. Muitos profissionais passam anos trabalhando para construir esse bem e precisam ter o direito de deixá-lo para os filhos e familiares”, afirmou a governadora.

O projeto, aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, é de autoria do deputado distrital Pepa. A norma estabelece regras para a cessão das permissões e define os critérios necessários para validação da transferência junto à Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF).

Entre as exigências previstas estão a apresentação de vistoria atualizada, licenciamento regular e adequação do veículo aos padrões exigidos pelo sistema de táxi do DF. A legislação também impede a transferência de permissões que estejam sem atividade há mais de dois anos.

O subsecretário de Serviços da Semob-DF, Walisson do Nascimento Perônico, afirmou que a mudança resolve uma dificuldade enfrentada há anos por famílias de permissionários falecidos. “Muitas vezes, os filhos já trabalhavam com os pais e dependiam daquela renda, mas não conseguiam assumir a outorga por falta de previsão legal. Agora existe um caminho regulamentado e mais seguro”, explicou.

A nova legislação também foi comemorada pela categoria. Presidente da Associação de Taxistas do DF, Eric Eduardo Rodrigues afirmou que a regulamentação corrige uma situação considerada injusta pelos profissionais. “Existiam famílias impedidas de continuar trabalhando mesmo depois de décadas dedicadas ao serviço. Essa lei garante segurança jurídica e evita que muitas permissões acabem paradas”, declarou.

Em caso de morte do titular da permissão, cônjuges, companheiros ou filhos poderão solicitar a transferência da outorga em até um ano ou indicar outro profissional habilitado para assumir a autorização.

Taxista há 41 anos no Distrito Federal, Antônio José Andrade Moura disse que a sanção representa tranquilidade para quem passou a vida trabalhando no setor. “Agora, a gente sabe que a família não vai ficar desamparada e que esse direito poderá continuar dentro de casa”, afirmou.



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