O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta segunda-feira (4/5), uma Medida Provisória (MP) que destina R$ 305 milhões para ações da Defesa Civil voltadas ao atendimento de famílias atingidas por fortes chuvas em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul.
Segundo o governo federal, os recursos serão usados em operações de socorro, assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais nas áreas afetadas. A prioridade é garantir resposta rápida às emergências, com apoio direto a municípios que decretaram situação de emergência ou calamidade pública.
O repasse do valor, entretanto, depende do envio de informações oficiais pelas prefeituras, que detalham os danos e as necessidades por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Em publicação nas redes sociais, Lula escreveu que “nenhuma família ficará desassistida”. Assista:
Assinei hoje uma Medida Provisória que vai garantir R$ 305 milhões para a Defesa Civil, possibilitando o apoio às famílias atingidas pelas fortes chuvas em Pernambuco, na Paraíba, no Rio Grande do Sul e em outras localidades.
O foco é viabilizar ações emergenciais de socorro às… pic.twitter.com/53Ajy95SSn
— Lula (@LulaOficial) May 4, 2026
Na Paraíba, uma das regiões mais atingidas por fortes chuvas na última semana, ao menos 21 municípios registraram impactos causados por enchentes. Cerca de 16 mil pessoas foram afetadas, com mais de 2,2 mil desalojados e 375 desabrigados, além de dois óbitos.
Nesse domingo (3/5), equipes da Defesa Civil Nacional realizaram visitas técnicas aos municípios de Santa Rita e Conde, dois dos mais afetados pelas chuvas no estado.
Segundo o coordenador-geral de Reconhecimento e Gestão Integrada da Defesa Civil Nacional, Frederico Sant’Anna, os municípios registraram danos em obras de infraestrutura viária, residências e áreas atingidas por inundações.
Em Pernambuco, o cenário também é crítico. O estado soma 27 municípios afetados, com quase 5 mil desalojados, mais de 2,3 mil desabrigados e ao menos seis mortes.
De acordo com a Defesa Civil estadual, os óbitos estão associados principalmente a alagamentos, inundações e deslizamentos de terra na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirma que o governo federal acompanha permanentemente a situação nos dois estados e mantém contato com autoridades locais para garantir apoio rápido à população afetada.
“Esse é um passo fundamental, pois permite mobilizar toda a estrutura do governo federal, desde as Forças Armadas e a Defesa Civil Nacional, no atendimento à ajuda humanitária, até as ações necessárias para o restabelecimento da normalidade”, declarou o ministro.
O Sul do país também enfrenta os efeitos do mau tempo. Ao menos duas mortes são investigadas no Rio Grande do Sul por suposta relação com as chuvas, entre elas um caso de choque elétrico em Canguçu e outro após a queda de uma árvore em Bom Retiro do Sul.
De acordo com a Defesa Civil, Rosário do Sul foi a cidade mais afetada. Em sete horas, choveu 324 milímetros — volume muito acima do esperado —, provocando alagamentos que atingiram 225 casas e deixaram 512 pessoas desalojadas.
Na capital Porto Alegre, foram registradas 14 ocorrências relacionadas à chuva. O volume superou 100 milímetros em 24 horas, com alagamentos e queda de árvores, mas sem registro de feridos.







