Governo fixa juros de até 1,99% ao mês para o Desenrola 2.0

Governo fixa juros de até 1,99% ao mês para o Desenrola 2.0


O governo federal anunciou nesta segunda-feira (4/5) o Desenrola 2.0, nova fase do programa de renegociação de débitos, com juros de até 1,99% ao mês. A iniciativa, em parceria com instituições financeiras, busca reduzir o endividamento das famílias e ampliar o acesso ao crédito.

O modelo prevê o uso de garantias públicas para reduzir o risco das operações e, com isso, permitir que os bancos ofereçam crédito mais barato aos consumidores.

Segundo o governo, será possível substituir dívidas com taxas mais elevadas, como as de cartão de crédito e cheque especial, por linhas com custo menor.

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Lula lança Desenrola 2.0
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Lula lança Desenrola 2.0

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Presidente Lula participou de solenidade do Desenrola 2.0
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Presidente Lula participou de solenidade do Desenrola 2.0

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou regras do programa
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Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou regras do programa

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Presidente Lula no lançamento do Novo Desenrola
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Presidente Lula no lançamento do Novo Desenrola

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Programa visa zerar o endividamento das famílias
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Programa visa zerar o endividamento das famílias

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A equipe econômica afirma que o teto de juros busca dar previsibilidade às condições de renegociação e ampliar o alcance do programa entre famílias com renda comprometida.

A iniciativa integra o pacote anunciado para estimular o consumo e aliviar o orçamento doméstico, em um cenário de elevado nível de inadimplência no país.

Regras

  • Pelas regras do programa, a dívida renegociada terá descontos que variam de 30% a 90%;
  • Taxa de juro máxima de 1,99% ao mês;
  • Até 48 meses de prazo;
  • Prazo de até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
  • Limite da nova dívida (após descontos) até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira;
  • Garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
  • Endividamento das famílias

O pacote do governo é lançado em um cenário de elevado endividamento das famílias brasileiras. Dados mais recentes do Banco Central (BC) mostram que o comprometimento da renda com dívidas segue em patamar alto, pressionado principalmente pelo custo do crédito em modalidades como cartão e cheque especial.

A inadimplência também permanece elevada, o que tem limitado o consumo e sido apontado como um dos entraves à retomada mais consistente da atividade econômica.

A iniciativa também ocorre em um ano eleitoral, o que adiciona componente político à medida. O governo aposta na melhora das condições de crédito e no alívio do orçamento das famílias como forma de estimular o consumo e fortalecer a economia no curto prazo.

Ao mesmo tempo, a proposta é apresentada como continuidade e ampliação de programas anteriores de renegociação, em meio a críticas sobre o uso de medidas com potencial efeito eleitoral. (Colaborou Deivid Souza)



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