Justiça dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein

Justiça dos EUA divulga suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein


A Justiça dos Estados Unidos divulgou, nesta quarta-feira (6/5), uma suposta carta de suicídio atribuída ao ex-financista Jeffrey Epstein, encontrado morto em uma prisão federal de Nova York, em 2019, após ser preso por tráfico sexual de menores.

O documento, que estava sob sigilo judicial, veio à tona após pedido do jornal The New York Times e integra um processo envolvendo o ex-companheiro de cela do bilionário.

A autenticidade da nota, no entanto, não foi confirmada pelas autoridades, e não há garantia de que o texto tenha sido realmente escrito por Epstein.

Segundo os documentos divulgados pela Justiça americana, a mensagem continha frases de revolta contra as investigações conduzidas pelas autoridades federais e referências diretas à possibilidade de suicídio.

O texto dizia: “Eles me investigaram por meses — não encontraram nada!!! Então, o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás. É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus. O que você quer que eu faça — cair no choro!! Não é legal — não vale a pena!!”

Documento estava sob sigilo e integra processo ligado a ex-companheiro de cela do criminoso sexual Jeffrey Epstein, morto em 2019

Caso Epstein e teorias da conspiração


Bilhete teria sido encontrado em cela

De acordo com o The New York Times, o documento foi encontrado em julho de 2019 por Nicholas Tartaglione, após Epstein ter sido localizado inconsciente em sua cela com um pano enrolado no pescoço.

Na ocasião, Epstein alegou às autoridades que não tinha intenção suicida e acusou Tartaglione de tê-lo atacado fisicamente. O detento foi posteriormente transferido de cela.

Dias depois, o ex-financista foi encontrado morto no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. A versão oficial apontou suicídio por enforcamento.

Segundo Tartaglione, a suposta carta foi localizada dentro de um livro logo após a transferência de Epstein. O ex-policial afirmou ter entregue o documento ao próprio advogado como medida de proteção, caso voltasse a ser acusado de agressão.

Ainda conforme o jornal norte-americano, o bilhete permaneceu lacrado por decisão de um juiz federal, e fazia parte do processo criminal contra Tartaglione. Investigadores responsáveis pelo inquérito sobre a morte de Epstein não teriam tido acesso ao material durante as apurações.



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