Autoridades de Cuba criticaram duramente o aumento das declarações e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível ação militar contra a ilha, classificando-as como perigosas e como uma violação do direito internacional.
O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que é “hipócrita e cínico” sugerir uma intervenção militar sob o argumento de “libertar” Cuba, destacando que décadas de sanções americanas são a principal causa das dificuldades econômicas e sociais enfrentadas pela ilha.
As falas ocorrem em meio a uma crise energética agravada pelo bloqueio de petróleo, que tem limitado severamente o abastecimento de combustível no país. Rodríguez ainda afirmou que tanto a ameaça quanto a execução de um ataque configurariam crimes internacionais.
Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio — que é filho de país cubanos e principal crítica ao regime da ilha —, afirmou que a situação atual em Cuba é “inaceitável” e indicou que Washington pretende agir, embora não tenha apresentado detalhes.
As tensões aumentaram após a divulgação de imagens mostrando Rubio ao lado de autoridades militares americanas ligadas ao Comando Sul, responsável por operações na região do Caribe. Paralelamente, o governo de Donald Trump intensificou a pressão sobre Havana, incluindo medidas que restringem o fornecimento de petróleo, agravando a crise energética e provocando apagões frequentes.
Em meio à escalada, Trump chegou a sugerir, em tom de brincadeira, que os EUA poderiam posicionar um porta-aviões próximo à ilha para forçar uma rendição. A declaração foi criticada pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que classificou o episódio como uma “escalada perigosa e sem precedentes” e afirmou que o país não se renderá .
O cenário atual evidencia um aumento significativo da tensão entre os dois países, em meio a sanções, crise econômica e sinais de endurecimento no discurso político de ambos os lados.






