O desabafo de Anderson Torres a Bia Kicis dentro da Papudinha

O desabafo de Anderson Torres a Bia Kicis dentro da Papudinha


Em um encontro marcado pelo peso emocional e pelo tom de desabafo, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) visitou o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres. O encontro ocorreu nas dependências do 19º Batalhão de Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, onde Torres cumpre pena por ter sido condenado a 24 anos de prisão, em regime inicial fechado.

Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a visita foi a primeira vez que a parlamentar esteve pessoalmente com o ex-ministro desde o início do cumprimento da pena. Segundo Kicis, o cenário encontrado foi de um homem que, embora tente manter o equilíbrio, carrega o fardo visível de uma profunda “dor psicológica”.

O ponto central do relato da deputada reside na vulnerabilidade demonstrada por Torres. De acordo com Kicis, o sentimento de injustiça é o que mais consome o ex-ministro.

“A gente percebe muito a dor. Apesar de ser uma pessoa forte e equilibrada, há uma dor latente por viver uma injustiça tão grande”, afirmou a deputada.

Entre as principais angústias reveladas por Torres, a distância da família é a mais severa. O ex-ministro confidenciou à parlamentar o sofrimento de estar impedido de conviver plenamente com as filhas, um isolamento que, segundo aliados, tem impactado severamente seu estado anímico.

Esperança na dosimetria

Apesar do abatimento, o tom da conversa mudou quando o assunto passou a ser a articulação política no Congresso Nacional. Bia Kicis relatou que Torres mantém o olhar fixo na derrubada do veto à dosimetria das penas, um projeto que visa readequar as condenações impostas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

“Ele estava com muita esperança com o projeto na dosimetria. Isso nos deu a certeza de que precisávamos derrubar o veto”, explicou a deputada. Ela defendeu que, embora o objetivo final de muitos aliados seja a anistia ampla e irrestrita, o caminho jurídico exige pragmatismo.

“Um Passo de Cada Vez”

Questionada sobre as críticas de setores mais radicais da direita — que defendem apenas a anulação total dos processos e rejeitam medidas intermediárias como a dosimetria —, Kicis foi enfática ao usar a situação de Torres como exemplo da urgência de resultados práticos.

Kicis argumentou que é necessário “dar um passo de cada vez” para aliviar a situação dos detidos pelo 8 de janeiro. 



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