
Por Denise Oliveira.
Renata D’Aguiar se manifestou publicamente após relatar que teve sua fala interrompida durante uma audiência pública que discutia a criação da Região Administrativa da 26 de Setembro, no Distrito Federal.
Segundo Renata, o episódio representou não apenas um desrespeito pessoal, mas também uma tentativa de silenciar a voz da comunidade que acompanha e atua diariamente na região.
“A 26 de Setembro pertence ao seu povo. Quando uma mulher é silenciada, não é apenas uma voz que tentam calar, mas uma história, uma luta e um trabalho construído com presença”, declarou.
Atuando há cerca de três anos na comunidade, Renata afirma acompanhar de perto as necessidades locais, realizando atendimentos e ações voltadas para centenas de famílias da região. A liderança destacou que sua manifestação não tem relação com interesses pessoais, mas sim com a defesa do diálogo democrático e da participação popular.
Durante sua fala, ela reforçou que a construção de uma nova Região Administrativa deve ocorrer com transparência, escuta ativa e respeito às diferentes opiniões da comunidade.
“Essa fala não é sobre vaidade. É sobre respeito. Democracia se constrói com diálogo, escuta e liberdade de fala”, afirmou.
A audiência pública tinha como objetivo debater propostas relacionadas à organização administrativa da 26 de Setembro, tema que vem mobilizando moradores, lideranças comunitárias e representantes públicos em torno do futuro da região.
O episódio repercutiu entre moradores e participantes do debate, reacendendo discussões sobre representatividade, participação popular e o espaço das mulheres nas decisões políticas e comunitárias do Distrito Federal.