Viúva pede pena máxima para assassino de motorista de van: “Covardia”

Viúva pede pena máxima para assassino de motorista de van: “Covardia”


A família do motorista de transporte escolar Adriano de Jesus Gomes (foto em destaque), conhecido como tio Adriano, clama por Justiça. O homem foi morto a tiros pelo vizinho Francisco Evaldo de Moura, na frente ao filho, à época com 20 anos, em 6 de fevereiro de 2025 na Quadra 408 de Samambaia Norte (DF).  O acusado será julgado pelo Tribunal em 21 de maio.

Mergulhada na dor, na saudade e em dívidas, a família da vítima espera que o réu receba a pena máxima: 20 anos de prisão. O caso será apreciado pelo Tribunal do Júri em 1ª instância.

Assista ao momento do crime:

 

Viúva pede pena máxima para assassino de motorista de van: “Covardia” - destaque galeria

Adriano de Jesus Gomes tinha 50 anos. Ele deixa a esposa e dois filhos
1 de 12

Adriano de Jesus Gomes tinha 50 anos. Ele deixa a esposa e dois filhos

Reprodução

Francisco Evaldo de Moura atirou ao menos quatro vezes em vizinho
2 de 12

Francisco Evaldo de Moura atirou ao menos quatro vezes em vizinho

Material cedido ao Metrópoles

Carro usado por Francisco para fugir
3 de 12

Carro usado por Francisco para fugir

Marca de tiros disparados pelo empresário
4 de 12

Marca de tiros disparados pelo empresário

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Crime é investigado pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) como homicídio
5 de 12

Crime é investigado pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) como homicídio

Carro do filho da vítima. Local de estacionamento teria motivado discussão
6 de 12

Carro do filho da vítima. Local de estacionamento teria motivado discussão

Adriano era motorista de transporte escolar
7 de 12

Adriano era motorista de transporte escolar

Moradores da vizinhança não sabiam que Francisco tinha arma
8 de 12

Moradores da vizinhança não sabiam que Francisco tinha arma

Atirador disparou ao menos quatro vezes
9 de 12

Atirador disparou ao menos quatro vezes

Marca de um dos tiros
10 de 12

Marca de um dos tiros

Francisco portava arma na cintura
11 de 12

Francisco portava arma na cintura

Vizinhos relataram desavenças frequentes entre Francisco e Adriano
12 de 12

Vizinhos relataram desavenças frequentes entre Francisco e Adriano

Adriano deixou a esposa Elaine de Cássia Ferreira Gomes, de 59 anos, três filhos e netos. Francisco está preso enquanto aguarda o julgamento.

“A gente espera por Justiça. O Adriano não merecia morrer desse jeito. Esperamos a condenação máxima. A minha vida acabou, não sinto mais vontade de viver. A cena da morte de Adriano vive na minha cabeça todo dia, toda noite. Não consigo dormir“, desabafou a viúva. Com o trauma da morte do marido, Elaine passou a tomar remédios controlados.

A viúva relatou que as reclamações do vizinho eram constantes. “Ele [Francisco] reclamava dos ônibus do transporte escolar, dos latidos do cachorro, da água que escorria pela rua quando lavavam a garagem e do som nas festas na família”, comentou.

O filho mais novo de Adriano, Gabriel Ferreira Gomes, 21, presenciou quando o pai foi atingido pelos disparos e conseguiu fugir para não ser alvejado também. Segundo a família, o rapaz ficou profundamente abalado. “Ele [Francisco] destruiu a minha família. Não temos mais a alegria que tínhamos”, relatou a viúva. De acordo com Elaine, o acusado, em nenhum momento, pediu perdão para a família.

Sonhos perdidos

A família nutria muitos sonhos. Um deles era vender a residência em Samambaia e se mudar para outro local. A casa havia passado por avaliação de um corretor de imóveis um dia antes da tragédia.

O casal planejava deixar o transporte escolar e vender artesanato. Outro sonho de Adriano e Elaine era ter um motorhome, para viajar e conhecer o Brasil. Todos os planos foram embora no dia do assassinato brutal.

“Fiquei sozinha e endividada. Gastei R$ 16 mil no conserto do ônibus e estou devendo até hoje. Fico a maior parte do tempo no meu quarto. Só saio para trabalhar. Sinto muita falta dele. Adriano era muito brincalhão, carinhoso e preocupado comigo”, disse Elaine. O casal era muito unido. Os dois trabalhavam juntos, iam para a igreja, cantavam e gostavam de andar de bicicleta.

“Estou voltando para casa”

No dia do crime, Francisco teria começado a bater no portão da casa da família. Elaine não abriu e ligou para o marido: “Não quero confusão com esse homem, Adriano”, disse. Nessa hora, Adriano decidiu voltar para a casa para verificar o que estava acontecendo. “Ele me disse: ‘Estou voltando’”, lembrou.

Francisco teria abordado Adriano assim que ele chegou em casa. “Quando ele abriu o portão, o Francisco veio para cima dele, falando que ele tinha que lavar o carro dele porque o ônibus o havia sujado com fumaça”, lembrou.

Segundo o advogado da família, Marcos Akaoni, a pena máxima é o veredito mais justo. “O acusado é bacharel de direito. Ele ainda tentou dizer que estava dentro de casa. Deu um passo para dentro do portão para, eventualmente, sustentar uma legítima defesa que não existiu. Ele tentou acertar o Gabriel e, não satisfeito, foi atrás do Adriano e o matou em um ato de covardia”, afirmou.

O Metrópoles tentou contato com a defesa de Francisco. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.


Entenda o crime

  • Na manhã de quinta-feira (6/2), Francisco Evaldo de Moura discutiu com o motorista Adriano de Jesus Gomes e o filho da vítima, Gabriel Ferreira;
  • Francisco foi à casa de Adriano e iniciou uma discussão, após ver o carro de Gabriel estacionado em área pública;
  • Câmeras registraram o momento da discussão entre os três envolvidos, bem como os disparos;
  • Francisco sacou uma arma da cintura e disparou ao menos quatro vezes contra Adriano e Gabriel;
  • Adriano foi atingido no pescoço e no tórax e não resistiu. Gabriel conseguiu escapar e não foi ferido;
  • Após matar o vizinho, Francisco fugiu em um Chevrolet Ônix prata.

O Metrópoles tentou contato com a defesa de Francisco. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.



Source link

Comments

No comments yet. Why don’t you start the discussion?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *