Partidos que compõem ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contribuíram para a derrubada do veto do petista ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. A votação dessa quinta-feira (30/4) selou derrotas de Lula no legislativo e marca o embate entre governo e Congresso.
Levantamento feito pelo Metrópoles mostra que 7 partidos contemplados com ministérios votaram a favor do PL que reduz penas dos condenados pelos atos de 8/1 e que também pode favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O veto do presidente foi derrubado com 318 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e 49 no Senado.
O levantamento leva em consideração partidos que atualmente comandam pastas e também aqueles que deixaram a Esplanada dos Ministérios até o prazo final para desincompatibilização, no dia 4 de abril, quando alguns ministros deixaram os postos para disputar as eleições de outubro.
Partidos com ministérios que votaram para derrubar veto
- PSB
- União Brasil
- PDT
- PSD
- MDB
- PP
- Republicanos
O Partido Social Democrático (PSB), partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, constituiu uma aliança com o petista desde a campanha eleitoral de Lula em 2022. Apesar da parceria no Palácio do Planalto, a legenda foi uma das que divergiu em votos durante apreciação do Congresso Nacional ao PL da Dosimetria.
Um deputado e três senadores do PSB votaram a favor da derrubada do veto de Lula. Além da vice-presidência, o partido também comanda o ministério do Empreendedorismo, agora chefiado pelo ex-deputado federal Márcio França.
Centrão divergiu em votos
Embora se posicione como um dos principais partidos do Centrão e acumule divergências com o governo Lula, o União Brasil também foi uma das siglas como ministérios que divergiu em votos, tendo dois senadores e 40 deputados que votaram a favor da derrubada do veto de Lula — apenas quatro deputados do União votaram pela permanência do veto.
A sigla, no início deste terceiro mandato, chegou a comandar três pastas na Esplanada dos Ministério. Entre os ministérios, o do Desenvolvimento e das Comunicação, que são chefiados por pessoas indicadas por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado Federal e apontado como um dos percursionistas das derrotas de Lula no Congresso Nacional.
Outro partido que divergiu na apreciação do PL no Congresso Nacional foi o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A legenda foi alocada na Esplanada dos Ministérios como mais um aceno de Lula ao Centrão e, assim como o União Brasil, também ganhou três pastas.
Entre elas o ministério dos Transportes, que era comandada por Renan Filho, e o ministério das Cidades, chefiada por Jader Filho. Ambos deixaram os postos para concorrer a cargos nas eleições de outubro.

