Deputados distritais manifestaram preocupação com o futuro do Banco de Brasília (BRB) durante sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), realizada nesta quarta-feira (1º). Os parlamentares levantaram questionamentos sobre possíveis prejuízos decorrentes de operações com o Banco Master e alertaram para riscos ao funcionamento da instituição.
O deputado Fábio Félix (PSOL) elogiou a retirada do terreno da Serrinha do conjunto de imóveis apresentados como garantia, mas criticou o BRB por não cumprir requisitos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e por atrasos na publicação de balanços financeiros.
Já Thiago Manzoni (PL) classificou a situação como “gravíssima” e apontou falta de transparência. “Tivemos notícias de que os imóveis colocados em garantia estão sendo vendidos para tentar salvar o BRB. Mas quem sabe qual é o tamanho do rombo? Esses imóveis serão vendidos a toque de caixa e ninguém sabe se isso vai resolver o problema”, afirmou.
O deputado Gabriel Magno (PT) disse que estudos indicariam que a equipe técnica do BRB já tinha conhecimento sobre fragilidades nas carteiras do banco Master. “Hoje já tem muita gente dizendo que o prejuízo pode passar de 20 bilhões. O governador sabia que os títulos eram problemáticos e encaminhou projeto para aquisição do Banco Master”, declarou.
Por fim, Chico Vigilante (PT) classificou a situação como a “maior negociata da história” e projetou a possibilidade de intervenção do Banco Central como alternativa para reequilibrar as contas da instituição. “Pode haver uma intervenção para substituir a diretoria do BRB e tentar sanear o caixa do banco”, avaliou.





