SES-DF divulga boletim informativo sobre Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho


Documento visa oferecer aos profissionais de saúde um material de consulta rápida relacionado à enfermidade

A Secretaria de Saúde (SES-DF) acaba de publicar o Boletim Informativo em Saúde do Trabalhador do Distrito Federal – Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT). O documento fornece aos profissionais de saúde, em particular fonoaudiólogos e médicos da rede pública e privada, um material de consulta rápida para a identificação, manejo e vigilância do DVRT.

O texto elenca sinais de alerta, fluxos de atendimento e critérios para a identificação do vínculo entre saúde e trabalho. O intuito é qualificar o diagnóstico e incentivar a notificação compulsória no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), de modo a dar visibilidade epidemiológica ao agravo e subsidiar políticas públicas de proteção à saúde vocal dos trabalhadores no DF.
 

Documento fornece a profissionais de saúde um material de consulta rápida para identificação, manejo e vigilância de distúrbios da voz. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

 

Uma das elaboradoras técnicas do boletim, a administradora do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Distrito Federal (Cerest-DF) da SES-DF, Bruna Soares, afirma que dados sobre problemas na voz relacionados ao trabalho não costumam aparecer em informativos oficiais. 

“Por isso estamos batendo na tecla de que a notificação deve ser feita logo na primeira suspeita clínica. Quando o profissional registra o caso, transforma o sofrimento que ficava escondido no consultório em um dado oficial, e isso nos dá força para cobrar e criar políticas públicas de proteção”, reforça Soares. 

Riscos para a voz

A especialista adverte para a ideia equivocada de que o DVRT ocorre somente após um mau uso da voz. “O adoecimento é um reflexo direto do ambiente e da própria rotina de trabalho”, diz. 

Os principais riscos se dividem em algumas frentes. Primeiro, há os fatores físicos, como trabalhar no meio de muito barulho, poeira, fumaça ou em contato com produtos químicos que irritam a garganta. Depois, vêm os riscos ergonômicos – o uso intenso e prolongado da fala, sem nenhuma pausa para a voz descansar. O lado psicossocial também conta: o estresse no dia a dia, a sobrecarga de tarefas e a pressão por desempenho também travam e tensionam toda a musculatura da região.

No contexto do cerrado brasiliense, Soares também chama a atenção para os efeitos da baixa umidade do ar nas cordas vocais: “O ressecamento tira a eficiência da fala e aumenta drasticamente o risco de o trabalhador desenvolver uma lesão na laringe”, reforça.
 

Trabalhar em ambiente com poeira, fumaça ou em contato com produtos químicos que irritam a voz pode levar ao desenvolvimento de DVRT. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Atendimento

A rede de atenção da SES-DF está de portas abertas para receber o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) com queixas na voz e na garganta. A porta de entrada preferencial para o acolhimento é a Unidade Básica de Saúde (UBS), onde as equipes realizam a identificação inicial dos sintomas – confira aqui qual é a sua UBS de referência.

Se houver necessidade de cuidados especializados, o paciente é encaminhado via Sistema de Regulação (Sisreg) à Atenção Secundária ( otorrinolaringologia e fonoaudiologia).



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