DF se destaca em Teste do Pezinho e reforça diagnóstico precoce de doenças raras


Rede pública rastreia cerca de 62 doenças e fortalece acompanhamento neonatal com tecnologia e tratamento em tempo oportuno

O Distrito Federal tem se destacado no Teste do Pezinho, com a realização de quase 40 mil análises a cada ano. De janeiro deste ano até o momento, foram mais de 15,4 mil coletas. 

Em 2023, a rede pública ampliou o escopo do teste, que passou a incluir doenças lisossomais, imunodeficiência combinada grave (SCID) e atrofia muscular espinhal (AME). No total, são 62 condições rastreadas de forma completa e moderna.
 

A cada ano, rede pública do DF realiza quase 40 mil Testes do Pezinho. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

 Triagem neonatal

O Teste do Pezinho é um exame simples, feito a partir de gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê. Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o procedimento é essencial para o diagnóstico precoce de doenças raras, que podem evoluir rapidamente sem tratamento. A triagem deve ser feita nos primeiros dias de vida, uma vez que muitas dessas doenças não apresentam sintomas logo no início.
 

SES-DF ampliou o escopo do teste, totalizando cerca de 62 doenças rastreáveis. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

“Ao identificarmos resultados positivos, conseguimos diagnosticar, intervir e tratar com antecedência. Esse fluxo pode mudar a maneira como determinada doença impactará a vida daquela criança”, explica o responsável técnico distrital em Triagem Neonatal da Secretaria de Saúde (SES-DF), Victor Araújo.

Entre os benefícios dessa triagem está também o uso do recurso público em ações e exames preventivos, evitando que a doença gere mais desgaste aos familiares e custos à rede pública. 

Acompanhamento contínuo

As amostras do Programa de Triagem Neonatal provêm de unidades da SES-DF espalhadas por todas as regiões da capital federal, como hospitais, maternidades, casas de parto e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O serviço recebe, em média, 4 mil cartões de coletas por mês. 

Geralmente, a primeira amostra é feita entre 24h e 48h após o nascimento. Crianças internadas, como prematuros ou aquelas em Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (Utins), seguem protocolos específicos, com até três coletas sequenciais em períodos determinados. 
 

Triagem neonatal é fundamental para rastrear indivíduos que são mais prováveis de ter doenças raras e iniciar tratamento adequado. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Ao chegar no laboratório, cada amostra recebe um código único, que funciona como uma identidade dentro do sistema. Essa classificação acompanha todo o histórico do bebê, especialmente nos casos em que há diagnóstico positivo, exames confirmatórios e acompanhamento contínuo.

Quando há suspeita de alteração, a equipe entra em contato com a família, que é orientada a ir ao Hospital de Apoio de Brasília (HAB). Na unidade, o bebê passa por uma segunda coleta para eliminar todos os fatores pré-analíticos (falhas na primeira amostra, no transporte do material etc.) e garantir um resultado mais fiel.

“É importante que os pais acompanhem os resultados. Desde 2023, os responsáveis conseguem monitorar a produção desse laudo em tempo real, com acesso à plataforma, por meio deste link”, destaca Araújo.



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